quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Review: Entrevista de Anthony Kiedis para a revista italiana Flair Magazine - Março de 2012

Anthony Kiedis foi entrevistado pelo jornalista italiano Luca Bergamin, para a revista Fashion Magazine, Flair. A entrevista foi feita em Barcelona, quando o Red Hot Chili Peppers tocou na Arena Palau Sant Jordi em 17 de dezembro de 2011, e foi publicada na edição de março de 2012 da revista.


No quarto de um luxuoso hotel em Barcelona, entre garrafas de sucos de vitaminas e um oratório budista para viagem, eu tive uma queda de braço com Anthony Kiedis, o líder dos Red Hot Chili Peppers. Ele é a estrela de uma das mais loucas bandas dos últimos 20 anos, que já vendeu mais de 80 milhões de álbuns ao redor do mundo, sendo o último o "I'm With You". Pouco depois dessa entrevista (eu não passei uma rasteira nele), Kiedis fraturou o pé direito. A atual turnê do RHCP foi suspensa até 29 de março, para que ele pudesse se recuperar. Anthony já ganhou 6 Grammy Awards, e levava uma vida regada à drogas e sexo.

Eu entrei no quarto dele – graças à alguns amigos – e descemos até o bar para continuar com nosso desafio. Na frente de várias testemunhas, ele me venceu com 2 movimentos com seu bíceps direito, enquanto mastigava tofu como se fosse chiclete. Ele continuou me olhando, com aqueles olhos que pareciam ter sido coloridos com aditivos sobrenaturais. Eu fiquei impressionado principalmente com as tatuagens que apareciam através da camiseta vermelha com o logo do RHCP.

Pensando sobre isso, quantas tatuagens você já desenhou?
Acho que umas 10, entre tigres, pássaros, carpas. Eu levo comigo o meu zoológico, meus animais me fazem companhia e eu nem tenho que alimentá-los, nem pegar algo com um saco plástico. Em vez disso, posso organizar uma exibição de arte com meu corpo, você não acha?

Você irá remôve-las, quando for ficando mais velho? Elas podem te constranger.
Um rock star nunca envelhece. Constranger? Uma tatuagem não é nada, considerando que somos uma banda que subia ao palco pelados, com somente meias…

Ok, você acha que é eterno. Mas para contrariar os efeitos do tempo, você ainda adota algum tipo de estratégia?
Eu sou vegetariano desde os anos 80, e recentemente vegan. Um dia eu vi o abate de uma vaca. Os animais tem que passar por várias atrocidades para satisfazer o apetite de pessoas gordas que comem hamburgueres.

O que o Rock N Roll significa para você?
É como surfar em Malibu. Uma vez que você experimenta, você não consegue parar. Há ondas altas e grandes, as vezes você tem que esperar na prancha, as vezes você consegue escutar elas chegando, ou elas te arrastam inesperadamente. É energia pura. Um belo dia, há alguns meses, um garoto parou na minha frente e disse: "I'm with you, I'm with you" (eu estou com você, eu estou com você). Eu escolhi essas palavras como título do álbum. Isso é rock.

Dos grandes artistas do passado, com quem você gostaria de tocar?
Iggy Pop e os cantores do Psycho Sluts, Deep Purple, The Turtles. E Blondie. Anos 60, 70, 80, tenho todos eles no meu iPod.

O que você odeia sobre a vida em turnê?
Que eu não possa tomar café da manhã com meu filho. Ele sempre pede para contar histórias, mas ele fica bravo se elas são curtas. Quando estou por perto, eu ligo para ele assim que ele acorda, mas não é a mesma coisa.

Como você administra seu relacionamento com Everly, considerando que você está sempre em turnê?
Não, não é verdade, eu não estou sempre em shows. Everly é uma magia, sempre me pergunto como que alguém tão bom quanto ele, pode ser meu, considerando todas as confusões que tive em minha vida. Eu tento educá-lo da melhor maneira possível e passar bastante tempo com ele. Desde que tive ele, não posso permitir mais erros. No entanto, crianças tem que crescer com liberdade e respeito em suas atitudes naturais. Aos 11 anos, eu fui enviado para uma escola para me tornar um biólogo marinho numa ilha nas Bahamas, mas quando disse ao meu pai que eu queria ser um músico, ele me incentivou.

Como você consegue fazer turnê por 1 ano sem nenhuma pausa?
Eu treino, corro, faço yoga (o Vispassana, uma forma popular de meditação indiana). O budismo me ajuda a ter uma relação saudável com meu corpo e espírito. Embora, que já tenha me acostumado a fazer turnê. Se você fizer os cálculos de quantas noites eu passei em hotéis na minha vida, você tem que multiplicar por 100 o número de tatuagens que eu tenho.

O que você faz nos seus dias de folga?
Eu leio, especialmente Cormac McCarthy. Sua Border Trilogy é adrenalina para mim. Vou em busca de pinturas de Robert Willians (artista californiano e cartunista que desenha imagens psicodélicas, inclusive em pranchas), eu tenho uma coleção inteira. E se eu não tiver nada para fazer, eu durmo.

Você é amigo do Flea desde a época de escola na Fairfax em Los Angeles. Como que vocês ainda são unidos?
Para mim, ele é o irmão Flea. Tivemos algumas brigas com drogas no passado. Mas o nosso segredo é o basquete, somos fãs dos Lakers, mesmo não tendo mais os lugares ao lado do Jack Nicholson, e tendo que assistir na tv. Você sabe que fomos os primeiros a fazer o “balconing” (pular de uma sacada/janela em uma piscina), que é moda hoje em dia. Nós pulávamos na piscina de janelas de prédios.

Você está conectado com seu pai John (ator, com o nome de Blackie Dammet e músico como Spider, que estava frequentemente com problemas por posse de drogas, e também acusado de ajudar o filho a começar com maconha e cocaína). Você realmente se importa com o julgamento dele, o que é estranho considerando ser uma estrela do rock que quebra regras por definição.
Se você falar com meu pai, depois de 5 minutos, você irá perceber que tipo de pessoa ele é, cujo melhor amigo era Sommy Bono, que frequentava a casa de Marlon Brando e conhecia a melhor músia dos anos 70, quando as drogas e a bebida eram algo legal. Ele costumava me levar aos arredores da Califórnia com seu "Austin Healey". Ele era um cara psicodélico. Sua biografia vai ser lançada esse ano, apesar de que agora ele fica respondendo nossos fãs no Facebook.

Hoje em dia, qual a relação que você tem com as drogas?
Eu não uso drogas e nem bebo desde 2000, e devo dizer que não penso mais nisso, como todas as pessoas que eram viciadas e tem dinheiro – eu sei que isso pode levar à tentação. Eu comecei quando tinha 11 anos. Uma vez, roubei o carro da minha mãe e bati depois de dirigir loucamente à 140km/h. Mas nem essa lesão cerebral traumática me fez perceber que eu estava esmagando meu cérebro com heroína.

É difícil para um rock star se manter limpo?
Eu já estava em 1998, quando parei depois da morte do nosso guitarrista Hillel Slovak, que morreu de overdose. Não usei drogas por 5 anos, mas aí tive uma recaída. E eu também fumava quase tudo. Todos os dias era uma batalha para se recuperar, que lutei pelo meu filho e por mim.

Você sempre dá o clima para a banda. Você sempre cria seus próprios cortes de cabelo?
Eu mesmo faço. Eu não sou uma mulher que vai ao cabeleireiro. Eu tenho alguma experiência com isso. Também uso óculos grandes e coloridos, que ajudam a enxergar melhor. O bigode e o cavanhaque me deixam com um look intelectual.

Você se apaixona facilmente?
É difícil reconhecer o amor verdadeiro, aquele que você sente pela outra pessoa, quando há anos meninas, até mais do que uma por noite, iam escondidas em nossas camas dispostas a fazer de tudo, sexo grupal inclusive – somente para ficar com Anthony Kiedis do Red Hot…

Você está dizendo que isso não acontece nas turnês atualmente?
Com certeza, só lembrando dos shows que tivemos no passado.

Então ainda há groupies que andam com você atualmente?
Sim, elas são mais velhas agora. Embora, hoje em dia eu aprecie mais o sexo, no passado eu usava tanta droga que era difícil lembrar os rostos das garotas com quem eu dormia.

Você tem alguma ideia do número de garotas que dividiram a cama com você?
Mais uma vez, você tem que multiplicar por 100 minhas tatuagens.

Até mesmo um rock star pode encontrar uma pessoa fora da rotina sexual, por quem possa se apaixonar. Você recentemente andou saindo com a cantora inglesa Beth Jeans Houghton..
Os estereótipos em mim – especialmente o de um cantor drogado que só pensa em levar garotas para a cama – são difícieis. É raro uma garota que pensa além disso e vê a pessoa depois de toda essa fama, mesmo que no passado eu tenha dado motivos para isso. Para o resto, sem comentários.

Como aquele com a Cher, quando você era mais novo?
Meu pai pediu à ela para ser minha babá, em uma noite. Ela foi ao banheiro para se trocar. Eu já era curioso, então pedi para ir junto e ver ele se trocando. E aí, fomos para o meu quarto e fizemos sexo. Eu tinha 13 anos.

Qual é atualmente o estado da sua mente, alguns meses antes de fazer 50 anos?
Feliz! Como ainda somos uma banda em boa forma – olha esses músculos: eles ainda são como o de um adolescente. Você quer uma revanche na queda de braço?

Ok. Embora eu queira que você use o braço com o Koi Fish, não o do Tigre.
O esquerdo? Que covarde!


7 Pecados com Anthony Kiedis

1 – Vaidade
Ele pretende passar seus últimos dias na Lituânia. "O único país onde você envelhece com dignidade". Embora ele tenha comprado um palacete na Nova Zelãndia.

2- Avareza
Ele tem falado sobre a biografia Scar Tissue, o qual ele não gosta de falar muito. E até mesmo proibiu sua família e seu filho de ler. "Muito pessoal, tenho vergonha".

3- Luxúria
Ele perdeu a virgindade aos 11 anos, numa festa organizada pelo seu pai, onde ele entrou escondido. Sua "iniciadora" tinha 18 anos. Ele define essa experiência como: "Mais informativo do que um ano inteiro de escola".

4-Inveja
Alguém como ele (que também já usou so uma meia no pênis) disse que ficou emocionado com o filme do Justin Bieber. “No avião, eu assisti Never Say Never e chorei duas vezes. Quero que o mundo saiba disso”.


5- Gula
Ele é um inesperado mágico da cozinha. Ele ganhou a atual namorada, Beth Jeans, graças a um jantar vegetariano.

6- Ira
Ele se envolveu em uma briga no desfile de Jenny Kayne, em Los Angeles. O que deixou ele com raiva. foi não ter acesso ao backstage. Foi preciso 8 seguranças para segurá-lo.

7- Preguiça
Ele foi viciado em pornografia virtual por 3 anos. O relacionamento com Heather Christie ajudou ele com isso, e fez com que ficasse fora do computador.

Agradecimentos: Stadium-Arcadium e Site RHCP Brasil pela tradução.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

28 anos de lançamento do álbum "The Uplift Mofo Party Plan"


The Uplift Mofo Party Plan é o terceiro álbum lançado pela banda Red Hot Chili Peppers em 1987 pela EMI e produzido por Michael Beinhorn.

O álbum é caracterizado por ter os membros fundadores da banda: O vocalista Anthony Kiedis, o baixista Flea, o guitarrista Hillel Slovak e o baterista Jack Irons. O álbum também é caracterizado pelo reconhecimento da banda no mundo todo após o lançamento do cd.

A música "Fight Like A Brave" é uma das músicas mais lembradas da banda e o suceso de "Fight Like A Brave" foi também ao fazer parte de uma das trilhas sonoras em uma das versões do jogo Tony Halks.

Composição das músicas: 

Kiedis recorda que durante a composição do álbum, Beinhorn encorajou-o a se afastar de seu estilo rap em favor dos vocais mais lentos. Na ocasião, Kiedis ficou muito desconfortável com sua voz, e sentiu que o novo estilo era "sentimental". Kiedis também observou que o guitarrista Hillel Slovak evoluiu durante o seu tempo longe do grupo What Is This?, e que havia adotado um estilo mais fluido em oposição ao seu original hard rock.

Em Uplift, Slovak experimentou gêneros fora do funk tradicional, incluindo reggae e speed metal. Seu riff melódico apresentado na música "Behind the Sun" inspirou o grupo a criar canções "bonitas" com ênfase na melodia. Kiedis descreve a música como "inspiração pura de Hillel". Para criar efeitos psicodélicos, Slovak também utilizou uma talkbox sobre a canção "Funky Crime". Flea incorporou um estilo de baixo com slap, que se tornaria um marco do trabalho inicial da banda. O álbum conta com um cover de Bob Dylan, "Subterranean Homesick Blues", que abandona quase todo o e seu original estilo folk em favor do estilo do grupo.

Letras das músicas: 

A maioria das letras no álbum foca em amizades entre os membros da banda, sexo e a vida em Los Angeles. A reunião dos quatro membros originais do grupo teve uma grande influência sobre as letras. Kiedis também foi inspirado pelas suas experiências pessoais e também dos outros membros da banda. Durante a gravação de Freaky Styley, Kiedis e Hillel haviam feito uso pesado de cocaína. Quando Slovak estava sob a influência da droga, ele costumava usar roupas de cores vivas e dançar, o que se tornou a inspiração para "Skinny Sweaty Man". A música "No Chump Love Sucker" também foi inspirado por Slovak, que durante a gravação do álbum, tinha sido trocado pela namorada por alguém que tinha "mais dinheiro e mais drogas".

"Funky Crime" era um reflexo de uma conversa entre a banda e George Clinton, enquanto estavam escrevendo e gravando Freaky Styley. Kiedis descreveu a canção como uma descrição lírica da conversa, sobre como a música em si é "daltônica", mas é "segregada pelos meios de comunicação e de rádio". Kiedis escreveu: "Me and My Friends", uma canção que "veio muito bem", enquanto dirigia de São Francisco para sua casa com um amigo de infância, Joe Walters. "Backwoods" fala sobre a história do rock and roll. Kiedis disse que "Love Trilogy" tornou-se uma de suas canções favoritas do grupo, e é sobre "amar as coisas que não são necessariamente perfeitas ou sempre adoráveis". Ele explicou que "Durante anos, sempre que alguém iria questionar nossas letras, Flea diria, 'Leia 'Love Trilogy' e você saberá que as verdadeiras letras são sobre tudo.'

Créditos:

Red Hot Chili Peppers 
Anthony Kiedis – vocalista principal
Flea – baixo, backing vocals
Hillel Slovak – guitarra, sitar em "Behind the Sun", vocoder, backing vocals
Jack Irons – bateria, backing vocals 

Músicos adicionais 
Michael Beinhorn – backing vocals
John Norwood Fisher – backing vocals
David Kendly – backing vocals
Angelo Moore – backing vocals
Annie Newman – backing vocals

Gravação 
Michael Beinhorn – produção
Russell Bracher – assistente de mixagem
Judy Clapp – engenheiro de gravação
Stan Katayama – assistente de mixagem
John Potoker – mixagem
Howie Weinberg –engenheiro de masterização

Adicional 
Nels Israelson – fotografia
Henry Marquez – direção de arte
Gary Panter – ilustração da capa

Vale a pena ver o clipe lançado da música "Fight Like A Brave":

Fight Like A Brave

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Red Hot Chili Peppers live @ Belly Up 2015, San Diego, Califórnia - 27/09/2015



O Red Hot Chili Peppers finalmente voltou para San Diego com um show beneficente no Belly Up 2015! 

A banda tocou para arrecadar fundos para o The San Diego Foundation e o The Silverlake Conservatory of Music no dia 27 de setembro de 2015 em San Diego, Califórnia.

A grande surpresa da apresentação da banda foi o incrível set list com músicas dos anos 80 de volta ao repertório como Nobody Weird Like Me, Police Helicopter e Mommy, Where's Daddy?.

Foto do Anthony Kiedis antes do show:


Set list:

1. Can't Stop
2. Factory Of Faith
3. Nobody Weird Like Me
4. Otherside
5. Police Helicopter
6. Blood Sugar Sex Magik
7. Under The Bridge
8. Me And My Friends
9. Snow ((Hey Oh))
10. Fire
11. By The Way
12. Mommy, Where's Daddy?
13. Give It Away

Fotos:





Vídeos:

Red Hot Chili Peppers - Nobody Weird Like Me @ Belly Up 2015, San Diego, Califórnia - 27/09/2015 



 Red Hot Chili Peppers - Mommy, Where's Daddy @ Belly Up 2015, San Diego, Califórnia - 27/09/2015 


sábado, 26 de setembro de 2015

Red Hot Chili Peppers live at Big Day Out (2000)


Big Day Out (BDO) é um festival de música que ocorre todos os anos, efetuado em diversas cidades da Austrália e Nova Zelândia, em fins de Janeiro.

Começou em Sydney em 1992, tendo-se espalhado mais tarde para Adelaide, Melbourne e Perth em 1993, tendo Gold Coast e Auckland se juntado em 1994. Em 2003, tinha sete a oito palcos (dependendo do local) acomodando música rock, electrónica e bandas internacionais e locais.

O Red Hot Chili Peppers se apresentou no ano de 2000, durante a turnê do álbum Californication.

Setlist:

1. Around The World
2. Give It Away
3. Untitled #11 (John Solo)
4. Crowd Control
5. Scar Tissue
6. Jam
7. Suck My Kiss
8. If You Have To Ask
9. Otherside
10. Skinny Sweaty Man
11. Your Pussy's Glued To A Building On Fire
12. I Could Have Lied
13. Easily
14. Californication
15. Right On Time
16. Under The Bridge
17. Me And My Friends

Encore :

18. Soul To Squeeze
19. Power Of Equality

Vídeo no YouTube:

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

04 anos do show do Red Hot Chili Peppers no Rock In Rio, no Rio de Janeiro - RJ

Há exato 04 anos atrás, o Red Hot Chili Peppers fazia seu segundo show no Brasil em turnê mundial do álbum "I'm With You". O primeiro show da banda foi na Arena Anhembi, em São Paulo, no dia 21 de setembro de 2011. Em seguida, a banda tocou no Rock in Rio, no Rio de Janeiro, no dia 24 de setembro de 2011. 

Vale a pena ver um review do show do Red Hot Chili Peppers no Rock In Rio, no Rio de Janeiro:

Red Hot Chili Peppers apimenta segunda noite do Rock in Rio


Depois de ter sua primeira noite inteiramente dedicada à música pop, o segundo dia de Rock in Rio promete agradar os roqueiros. A noite é capitaneada pelos astros americanos do Red Hot Chili Peppers que encerrarão a programação do festival.

Os californianos são reconhecidos como uma das bandas mais importantes do planeta e consagraram uma mistura única de rock e funk. A prova da popularidade dos Chili Peppers, que tocaram no Rock in Rio 2001, é que os ingressos de hoje foram os primeiros a acabar, mesmo competindo com programações mais estreladas de outros dias.

O Red Hot, como a banda é carinhosamente chamada pelos fãs brazucas, deve mesclar antigos sucessos como "Californication", "Otherside", "Give It Way" e "By The Way" com músicas de seu 10º álbum, "I'm With You", lançado no mês passado. Os novos singles "Monarchy of Roses" e "The Adventures Of Rain Dance Maggie" são presenças certas no tracklist da apresentação. 

  Red Hot Chili Peppers no Rock In Rio 2011


Dez anos se passaram desde o último Rock in Rio, mas o Red Hot Chili Peppers está em forma e empolgou o público ao entrar no Palco Mundo cantando Monarchy of Roses.

Os fãs gritaram quando Anthony Kiedis, o frontman, perguntou arranhando um português: "tudo bom?"  antes de emendar a contagiante Can't Stop. Vestindo uma camiseta da seleção brasileira, Flea roubou a cena do palco ao executar com muita energia vários solos de baixo entre uma música e outra. Destaque para Josh Klinghoffer, novo guitarrista da banda, que substitui John Frusciante desde o final de 2009.

E tem toque brasileiro na cozinha dos Chili Peppers. O percussionista Mauro Refosco participou de várias faixas de I'm with You e recebeu uma apresentação especial durante o show, com direito a solo e tudo.

O Rock in Rio chegou ao seu segundo dia neste sábado com uma programação que destaca um dos shows mais marcantes da edição anterior, o Red Hot Chili Peppers. A banda brasileira Capital Inicial também voltou ao festival após uma década. Antes das apresentações no Palco Mundo, o festival oferece parcerias inéditas no Palco Sunset, blues e jazz na Rock Street e música tecno e dance na área Eletrônica. 

Por Blog RHCP Brasil
  

Chili Peppers faz show histórico no Rock In Rio

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Com um setlist bastante agitado, o Red Hot Chili Peppers fez um show memorável para aqueles que são fãs da banda e aguardavam a banda há mais de 9 anos. O show marcou o aniversário de 20 anos do álbum BLOOD SUGAR SEX MAGIK e a banda tocou a música de mesmo nome no bis. Outra surpresa foi o retorno da música 'Pea' tocada na íntegra (já que em SP o Flea não continuou tocando ela inteira).


A apresentação começou após 1h da madrugada com "Monarchy of Roses" e fez os fãs da banda esquecerem todo o cansasso após caminhar kilometros por causa do bloqueio do festival, aguardar na fila e ficar no meio da multidão esperando por horas até o show mais esperado da noite.

"Can't Stop" veio logo em seguida e conseguiu animar mais o público de outras bandas que não conhecia ainda o novo álbum do RHCP. "Este é o meu amigo Flea, mas vocês o chamam de Flêa", brincou Anthony Kiedis

A banda toda se mostrou bastante empolgada e feliz por estar tocando no Rock In Rio e o publico respondeu essa energia em "Otherside", cantando junto com Anthony Kiedis, que diga-se de passagem está cantando muito bem.

Em "Look Around" deu pra ver algumas poucas pessoas batendo palma no refrão e em "Factory Of Faith" não era possível ouvir a galera gritando o riff do baixo, mas isso não foi problema nenhum pois as duas músicas foram muito bem executadas e levantou os fãs.

O atual single "The Adventures Of Rain Dance Maggie" foi a música que arrancou gritos da galera que estava ali provavelmente por causa de outra banda, inclusive gritos da mesma pessoa que chegou a dizer que "Pea" (uma das surpresas da noite) não era música do RHCP e ficou admirada com um grupo de fãs cantando na íntegra e emendando uma pequena e rápida roda punk ao final ("so fuck what, so fuck what…").


"Me & My Friends" agitou a galera e principalmente os fãs mais velhos que estavam ali acompanhando seus filhos. "Essa música foi escrita quando vocês ainda eram espermatozoides nadando nos testículos de seus pais", explicou Flea. "Ou melhor, de antes de seus pais terem testículos. Antes de inventarem os testículos!"Kiedis completou: "É de AT – antes dos testículos". O mesmo aconteceu com "Higher Ground" onde muitos tiraram e balançaram a camisa do inicio ao fim.

Antes de deixar o palco pela primeira vez, a banda tocou "By The Way" com muita energia. Tanto os fãs quanto os "curiosos" começaram a pular e alguns até conseguiram (sabe-se lá como) abrir pequenas roda punk em diferentes pontos da multidão. Mas após esse momento ninguém imaginava que o melhor, a grande surpresa da noite estava por vir…

O Bis que entrou pra história

Red Hot Chili Peppers voltou para o palco mundo pra executar um dos melhores bis da história da banda. Nada mais nada menos que "Around The World" (que voltou ao setlist após um bom tempo de fora), "Blood Sugar Sex Magik" (do álbum de mesmo nome que completou 20 anos no mesmo dia) e a clássica "Give it Away".
Essa sequencia vai ficar com certeza marcada na história, principalmente daqueles que presenciaram isso ao vivo. Foi um 'bis' pra deixar qualquer fã feliz da vida (e cansado). Foi um final emocionante e cheio de energia, que se podesse ser traduzido em um recado da banda seria algo do tipo: "Brasil! Estamos de volta, estamos com vocês" #I'mWithYou.

Por Site RHCP.com.br

 Fotos:












24 anos de lançamento do álbum "Blood Sugar Sex Magik"


Hoje, 24 de setembro de 2015, o álbum "Blood Sugar Sex Magik" completa exatos 24 anos de lançamento!

Blood Sugar Sex Magik é o quinto álbum da banda Red Hot Chili Peppers, lançado em setembro de 1991 pela Warner Bros Records e produzido por Rick Rubin.

As gravações do cd foram na famosa mansão em Los Angeles, Califórnia, "The Mansion", construída em 1918. Uma equipe foi contratada para montar um estúdio de gravação e outros equipamentos necessários para a produção na mansão. A banda decidiu que iriam permanecer no interior da mansão para a duração da gravação. O genial Blood Sugar Sex Magik foi lançado no final de setembro de 1991 e desde então torna-se sucesso mundial, vendendo 12 milhões de cópias.

Todas as fotografias, pinturas e direção de arte para Blood Sugar Sex Magik foram creditadas por Gus Van Sant. A capa do álbum apresenta os quatro membros da banda posicionados em torno de uma rosa. As letras são impressas em letras brancas em um fundo preto escritos à mão por Kiedis. A cartilha também contém uma colagem de fotografias, reunidas para mostrar tatuagens dos membros da banda. Fotografias de cada membro da banda separado e duas fotografias da banda junta também estão incluídos.

Vale destacar também as participações de Brendan O'Brien, que tocou teclado e foi o engenheiro de som do álbum; Gail Frusciante, mãe do John e responsável pelo backing vocal em "Under The Bridge"; Pete Weiss, que tocou harpa em "Give It Away" e Gus Van Sant, que é o responsável pelas belas fotos que ilustram o encarte do álbum.

Vale a pena ver os clipes lançados pelo álbum:

Give It Away

Under The Bridge

Suck My Kiss

Breaking The Girl

If You Have To Ask

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Nova foto: Red Hot Chili Peppers no estúdio por Dave Rat

O engenheiro de som do Red Hot Chili Peppers, Dave Rat, postou uma nova foto da banda no estúdio para as gravações do 11º álbum de estúdio que deve ser lançado no final deste ano ou em 2016.

Foto:


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

04 anos do show do Red Hot Chili Peppers na Arena Anhembi, em São Paulo - SP

Há exatos 04 anos atrás, o Red Hot Chili Peppers retornava ao Brasil em turnê mundial do álbum "I'm With You". O primeiro show da banda foi na Arena Anhembi, em São Paulo, no dia 21 de setembro de 2011. Em seguida, a banda tocou no Rock in Rio, no Rio de Janeiro, no dia 24 de setembro de 2011.

Vale a pena ver um review do show do Red Hot Chili Peppers na Arena Anhembi, em São Paulo:


Red Hot Chili Peppers na Arena Anhembi, São Paulo – 21/09/2011

Uma das mais famosas e cultuadas bandas de rock do mundo, os Red Hot Chili Peppers tocaram em São Paulo, no palco da Arena Anhembi, onde apresentaram a nova turnê mundial da banda, baseada no álbum "I'm With You", em mais uma realização da XYZ Live. Esta é a primeira passagem do grupo pelo país desde a turnê "By The Way" que foi vista em 2002 no Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

Antes do show, foi divulgada o camarim exclusivo da banda 


Red Hot Chili Peppers ganha disco de platina no camarim, antes da apresentação

A Warner Music Brasil entregou o Disco de Platina equivalente a 40.000 cópias vendidas aqui no Brasil
Bastante solto no palco, improvisando levadas de funk entre uma música e outra, o Red Hot Chili Peppers abriu nesta quarta-feira (21), na Arena Anhembi, em São Paulo, seu show de retorno ao Brasil – que ainda terá apresentação da banda neste sábado (24), no Rock in Rio.

Com cerca de 25 minutos de atraso, os norte-americanos surgiram em cena com Monarchy of Rose, faixa de abertura de seu novo disco, I'm With You, o primeiro após cinco anos sem lançamentos de inéditas.”Tudo bem?”, indagou o vocalista Anthony Kiedis antes da execução de Can´t Stop, do disco By The Way, precedida por uma caprichada introdução em estilo funk do baixista Flea com o baterista Chad Smith – fato repetido na sequência antes de Tell me Baby.

Durante o show, um fã ergueu uma faixa escrito "FLEA PLAY PEA", que teve seu pedido atendido pelo Flea. Essa foi a supresa do show.

Por Site RHCP.com.br

A volta dos bons e velhos Chili Peppers


São Paulo - Com repertório repleto de baladas, californianos mostraram que ainda têm a essência do funk em suas músicas. O Red Hot Chili Peppers mudou. Não é só o bigode de Anthony Kiedis que cresceu, claro. Os californianos passam longe do som pesado que colocou a banda no patamar mais alto da música, no início da década de 90.

Apesar da metamorfose sonora, Kiedis, Flea, Chad e o recém chegado Josh, mostraram na noite de ontem, na Arena Anhembi, zona norte de São Paulo, que, com boas baladas e uma pitada de clássicos, podem, sim, resgatar as origens do bom e velho Red Hot Chili Peppers.

Nem o mau tempo que parecia pairar sobre a cidade de São Paulo foi capaz de desanimar as mais de 30 mil pessoas que compareceram à Arena Anhembi. Com 20 minutos de atraso e uma apresentação não muito animada da banda inglesa Foals, os fãs do Red Hot estavam impacientes para rever o quarteto.

A última passagem da banda pela capital paulista foi em 2002, com a turnê "By The Way". No show não faltaram clássicos como "Higher Ground" (cover de Stevie Wonder), "Californication", "By the Way", "Give it Away", e a melancólica "Under The Bridge".

Por Veja.abril.com.br


Teve batucada no rock do Red Hot Chili Peppers

Participação do percussionista brasileiro Mauro Refosco foi ponto alto do show da banda americana que se apresentou nesta quarta no Arena Anhembi, em SP

Assim que subiu ao palco do Arena Anhembi, com vinte minutos de atraso, o vocalista do Red Hot Chili Peppers, Anthony Kieds, enrolou uma bandeira do Brasil nos instrumentos de percussão no palco. Essa não seria a primeira nem a única vez que se faria alusão ao país que recebeu a turnê I’m With You nesta quarta. A participação do percussionista brasileiro Mauro Refosco no show fez a batucada invadir o rock da banda californiana, além de ter sido um dos pontos altos da apresentação.

Aguardada pelos fãs brasileiros, que até planejaram um grito de torcida em sua homenagem, a entrada de Refosco no palco foi deixada para a segunda metade do setlist, a lista de músicas. Antes disso, o vocalista Anthony Kiedis, o baixista Michael "Flea" Balzary, o baterista Chad Smith e o guitarrista Josh Klinghoffer corresponderam às expectativas do público. No setlist, canções famosas do grupo, como Scar TissueUnder the BridgeBy The Way eCalifornication. No palco, Kiedis mostrou estar em plena forma ao repetir a performance elétrica que virou marca registrada dos shows da banda. Flea também não deixou a desejar. Sem camisa, pulou, abusou do head bang(balançar a cabeça) e das simulações de mosh (pulo do palco sobre a plateia).

Junto com a entrada de Refosco, foi interpretada uma das cinco músicas do disco que dá nome à turnê, lançado no fim de agosto. Did I Let You Know é quase um afoxé acompanhado da guitarra pesada do rock do Red Hot Chili Peppers. Uma das melhores músicas do show, apesar de não ter empolgado tanto a plateia quanto outros hits da banda tocados à exaustão nas rádios brasileiras nas duas últimas décadas.

Junto com o baterista Chad Smith, Refosco fez um ótimo improviso para entreter a plateia durante o breve intervalo antes do bis, que terminou com a performance apoteótica de Anthony Kiedis em Give It Away -- sem camisa e sem o boné que cobriu seu penteado no mínimo exótico durante todo o show.

Por Veja.abril.com.br 

Fotos: