segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Chad Smith - Eastern Rim DVD (2008)



Chad Smith - Eastern Rim é um conjunto de 2 DVD's, que inclui o desempenho em filmagem, diários de turnê e entrevistas com o baterista do Red Hot Chili Peppers, Chad Smith.

As características incluem:
Clínicas de bateria: Chad demonstra seu poder e habilidade em clínicas filmado na Austrália e no Japão. Estas clínicas oferecem ângulos com várias câmeras (incluindo despesas gerais e pé-cam) e mostra Chad Smith tocando com gravações originais do álbum Stadium Arcadium, bem como clássicas canções de rock como "Rock 'n' Roll" e "Moby Dick", que ficou famosa pelo Led Zeppelin.

Performances: 
Além de raro, vistas por trás dos bastidores de um concerto do Red Hot Chili Peppers , este DVD capta uma explosiva improvisação de 30 minutos ao vivo da Federation Square em Melbourne ao qual Chad e seus companheiros de banda surpreenderam a multidão em plena turnê mundial do álbum Stadium Arcadium em 2007.

Entrevistas: 
Exclusivo para este DVD , Chad discute suas influências e inspirações. Ele oferece uma visão única sobre a vida de um baterista de rock, a partilha de histórias de vida na estrada.

Bônus: 
Arquivos pessoais do Chad, vídeos e trechos de áudio de apresentações antes de se juntar as Chili Peppers, bem como projetos paralelos recentes mostrando sua versatilidade e espírito aventureiro.

Também aparecem: 
Glenn Hughes (ex-Deep Purple), Flea, John, Anthony, Josh e a família Red Hot Chili Peppers.


Vídeos:

Parte 1:
  

Parte 2:

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Encarte: Álbum "Stadium Arcadium" (2006)


Stadium Arcadium é o nono álbum de estúdio do Red Hot Chili Peppers lançado em 05 de maio de 2006 pela Warner e produzido por Rick Rubin. O álbum é composto por Anthony Kiedis no vocal, Flea no baixo, Chad Smith na baterista e John Frusciante na guitarra. O cd é dividido por Jupiter e Mars.

De acordo com um entrevista de Anthony Kiedis, Stadium Arcadium originalmente seria lançado em três álbuns, um a cada seis meses, mas decidiram lançar um álbum duplo (o primeiro da banda) com 28 faixas, as 10 outras lançadas como b-sides.

O álbum foi indicado em sete categorias do Grammy em 2007 e ganhou quatro: "Melhor Performance de Rock em Dupla ou Grupo" (Dani California), "Melhor Canção de Rock" (Dani California), "Melhor Álbum de Rock" (Stadium Arcadium), "Melhor Disco em Edição Especial (Box)" (Stadium Arcadium) e "Produtor do Ano" (Rick Rubin).


















Fotos retiradas do blog: Encartespop.blogspot.com.br

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Review: Música "Dani California" está entre as músicas mais inteligentes da última década


De acordo com o site SeatSmart, um dos maiores sucessos do Red Hot Chili Peppers, a música e single "Dani California" do álbum "Stadium Arcadium" (2006) está na lista das músicas mais inteligentes da última década.

Foram estudadas 225 músicas, de vários estilos, que apareceram em número 1 na parada da Billboard na última década e permaneceram por, pelo menos, três semanas nessa posição. O ponto de vista levado em consideração foi a dificuldade de compreensão de um texto.


Para ver a lista completa: Seatsmart.com/blog/lyric-intelligence/


Red Hot Chili Peppers - Dani California [Official Music Video]

Agradecimentos: SeatSmart e Radiocidade.fm.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

13 anos de lançamento do Shadows Collide With People - John Frusciante


Shadows Collide with People é um álbum de estúdio lançado por John Frusciante, foi criado durante a gravação de By the Way. Lançado em 24 de fevereiro de 2004, é seu quarto álbum solo e o dito como seu melhor trabalho, com o uso eclético de sua guitarra misturando rock alternativo, folk baladas, e eletronica. É o primeiro da série de seis álbuns que John lançou.

Omar Rodriguez-Lopez do the Mars Volta, seus colegas de banda Flea e Chad Smith do Chili Peppers, e seu amigo Josh Klinghoffer ajudam John neste álbum. Uma notável contribuição é Flea tocando contrabaixo na faixa The Slaughter, que encerra o álbum. Todas as faixas foram compostas por John Frusciante e a maioria dos vocais são cantados por ele. John canta muito melhor e profissionalmente neste álbum do que em qualquer outro antes lançado.

Frusciante também fez versões acústicas e demos desse álbum que está disponível em seu site oficial para download como alternativa para a grande produção de suas gravações. Também, foi feito uma versão promocional do CD com as faixas Omission e Song to Sing When I'm Lonely.


Todas as canções escritas por John Frusciante, exceto onde indique o contrário:


"Carvel" – 6:13
"Omission" (Frusciante/Klinghoffer) – 4:34
"Regret" – 2:58
"Ricky" – 3:57
"Second Walk" – 1:43
"Every Person" – 2:38
"-00Ghost27" (Frusciante/Klinghoffer) – 3:50
"Wednesday's Song" – 3:31
"This Cold" – 2:00
"Failure33 Object" – 2:56
"Song to Sing When I'm Lonely" – 3:16
"Time Goes Back" – 3:23
"In Relief" – 3:36
"Water" – 4:06
"Of Before" (faixa bonus do lançamento Japonês) – 3:17
"Cut-Out" – 3:34
"Chances" – 1:49
"23 Go in to End" – 6:42
"The Slaughter" – 3:53



Participações:

John Frusciante - Sintetizador, Baixo, Guitarra, Percussão, Teclado, Vocais, Produtor, Direção de arte
Josh Klinghoffer - Sintetizador, Baixo, Guitarra, Percussão, Teclado, Vocais
Omar Rodriguez-Lopez - Slide Guitar em Chances, 23 go in to end
Flea - Contrabaixo em The Slaughter
Chad Smith - Bateria e Percussão
Bernie Grundman - Mastering
Jim Scott - Engenheiro, Mixagem
Ryan Hewitt - Engenheiro
Rene Ricard - Pintura da capa
Dave Lee - Técnico de equipamento
Vincent Gallo - Fotografia
Ethan Mates - Engenheiro
Chris Holmes - Assistente
Chris Ohno - Assistente
Richard Scane Goodheart - Design

Charlie Clouser - Programação orquestral em Regret" e Chances

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Review: John Frusciante - Curtains (2005)



Curtains é o nono álbum a solo de John Frusciante, foi lançado pela Record Collection a 1 de fevereiro de 2005. O álbum é principalmente acústico e contrasta com o anterior A Sphere in the Heart of Silence que é muito electrónico. Curtains contou com a colaboração de Carla Azar dos Autolux na bateria, o baixista Ken Wild e o guitarrista Omar Rodríguez-López dos The Mars Volta.

Abaixo iremos ver um ficha completa do álbum feita pelo site Universo Frusciante no ano de 2010:

Faixas:
01 - The Past Recedes
02 - Lever Pulled
03 - Anne
04 - The Real
05 - A Name
06 - Control
07 - Your Warning
08 - Hope
09 - Ascension
10 - Time Tonight
11 - Leap Your Bar

Descrição do Álbum:
Curtains é o décimo álbum de John, composto com violão acústico e piano em constraste com seu album prévio A Sphere In The Heart Of Silence, que era basimente em eletronica. Carla Azar - da banda Autolux - colaborou com percussão; Ken Wild com contra-baixo; Omar Rodriguez - da banda The Mars Volta - produziu a guitarra.

Curiosidades:
- Podem perceber que é um álbum de som cristalino, com destaque para a melancolia da música A Name que possui um verso interessante e de gênero infantil: "eenie meenie miny moe", o que caracteriza mais ainda a música. Em Lever Pulled há um realce de um poema do fim do século XIX, a época do romantismo como se as notas escapassem e caíssem no chão se quebrando. Tudo isso confirma a alma poética de Frusciante. Alguns fãs ainda concluem que John lembra Cat Stevens neste álbum.
- O álbum era para ter sido lançado dia 7 de dezembro de 2004, mas houve um erro na impressão e o lançamento teve de ser adiado.
-Curtains foi gravado na sala de estar da casa de John.
- O nome da obra é o mesmo de uma das músicas do Niandra.
- No fim da música Time Tonight é possível ouvir John tossindo.
- No início de Ascencion John conversa com os outros músicos presentes.

Encartes:





Videoclipes:
Curtains teve um clipe para a múscia The Past Recedes (dirigido por Mike Piscitelli), que mostra um dia na vida de John em sua casa. O vídeo foi apenas disponível na Internet. Jamais foi exibido na televisão.

Letras:

Tabs:

Créditos:
Duração: 33 minutos e 43 segundos

John toca: Violão e guitarra elétrica, baixo elétrico, escaleta, piano, essemble, mellotron e sintetizador.Participações: Carla Azar toca bateria, baixo Wild Ken na posição vertical. Omar Rodriguez-Lopez dos The Mars Volta toca guitarra em Lever Pulled e se junta a com John nas guitarras sobre "Anne".Produzido por: John Frusciante

Mixagem: Ryan HewittAssistente de Mixagem: Chris HolmesGravado / Mixado em / Quando: sala de estar da casa do John (08, 14 e 19-23 maio de 2004)Masterizado por / onde: Bernie Grundman / Bernie Grundman Mastering Hollywood, CA, E.U.A.Design: Mike Piscitelli e John FruscianteFoto da capa por: Lola Montes

Download do Álbum: 
Áudio - 49.45 MB

Agradecimentos: Universo Frusciante

Review: Músicas do álbum "I'm With You"

Matéria publicada em julho de 2011 aqui no blog.

Clique na imagem para ampliar
Uma revista italiana publicou trechos de algumas das novas canções. A máteria também fala um pouco sobre as músicas do novo albúm "I'm With You".

Confira abaixo:

No novo álbum, o décimo da carreira, os fãs irão reconhecer a poesia de Anthony Kiedis e Flea, mas já na primeira audição, eu pude sentir este trabalho coletivo e atraente. A guitarra de John Frusciante não está mais lá. E Josh Klinghoffer funciona muito bem. Música por música, aqui estão minhas impressões do álbum:

Monarchy of Roses:
Obscura, rock, funk e pop. Um autêntico clássico "Rick Rubiano" e todo o seu esplendor. Além disso, ele é o produtor do RATM, Slipknot, The Mars Volta, Metallica, AC/DC, Aerosmith, SOAD, Mick Jagger e até mesmo Adele. Ele é um tipo que você pode confiar!

Factory of Faith:
Ao estilo antigo. Começa com um mega baixo do Flea + bateria de Chad & Josh. Ritmo, energia e falas. Com referências à "proezas esportivas". Acho que faz referencia à recuperação de Anthony, aos 12 passos para aqueles que sofrem de dependência:
"All my life i was / Swinging for the fence / I was looking for the multiples / Never playing good defense / We Were gunnin ‘for the glitter / Every hot and heavy hitter."

Brendan's Death Song:
Uma balada agradável. Em homenagem à Brendan Mullen, um dos primeiros a acreditar no talento da banda, dono de clubes de LA, como o Bad Brains, Lingerie Club, um dos mais conhecidos de Los Angeles nos anos 80. Morreu em 2009, é também o autor do primeiro livro fotográfico da banda, An Oral/Visual History. Uma canção de amor, iluminando a sua história, com um riff de guitarra california-style, com Anthony e Josh juntos em um pot-pourri de memórias da banda:

"If i die before I get it done / Take my words and turn theme / Into Signs That Will survive."

Ethiopia:
Reflete a nova espiritualidade da banda. Em vez de drogas e álcool, temos meditação e injeções de ozônio, e não a heroína. Amor pelas crianças e familia. Respeito e esperança. O Red Hot das antigas. (Ótima).

Annie Wants a Baby:
Kiedis relata algumas das etapas de sua vida: pela Cosma Shiva, filha de Nina Hagen, como ele foi expulso da banda, como foi apedrejado, ele iria desaparecer por semanas com uma dose de droga que ele conseguiu vendendo um guitarra autografada pelos Stones:
"She bad to complain mine / But she wasted away theme."

Look Around:
Um mix de funk, punk, balada de rock psicodélico e letras, a história dos componentes, incluindo um grande solo do Flea.

"Please do not look right through me / My Heart Hurts / When you do that to me / Street Life / Out my window / City Made breeze."

The Adventures of Rain Dance Maggie:
Primeiro single, outra canção de Anthony, pop jazz + percussão, funky rock. Um giro de power pop à funky, estilo das antigas do Red Hot Chili Peppers:
"Tic toc The Rock wants you like the '80 's / Sheila Tag boat / memorabilia into Is / Who said there is a crowd / We better get it on the go."

Did I Let You Know:
Versos que descrevem o compromisso social que sempre caracterizou o Red Hot Chili Peppers. Flea começando com o Silverlake Conservatory of Music, para as crianças que querem aprender a tocar, mas não tem condições financeiras. Solos de trompete e uma explosão de marcha militar.
"When we envision / Look of division / The planet does / Another Revolution."

Goodbye hooray:
Desprezível. "Black and White" = a polícia. "No flags to wave" = Eu tenho tocado fundo. "Every dog will have his day" = os canalhas pagam cedo ou tarde.
"Curb your toungue oh wallywag / Because you'we got no flag to wave / Save your breath for the black and white / Every Dog His Day Will have."

Happiness Love Company:
Um som rebelde de L.A., punk rock misturado com o Germs, Black Flag, Weirdos, grupos que têm mostrado o dedo do meio para corporações musicais de rock.
"Start jumping 'cause / We’ve got something to say / Young lovers keep it pumping / In the Streets of LA."

Police Station:
Uma das melhores. Lenta, emocional, espelhos de uma vida passada. Atenção: para cada canção, de todos os artistas, todos podem se identificar mais ou menos por causa de suas experiências pessoais. Police Station fala da Califórnia, quem viveu lá na virada da década de 80 para a década de 90: uma mistura de racismo, Crips & Bloods, Colors (um filme de Dennis Hopper e Sean Penn), a degradação do Skid Row, o primeiro hip-hop e rap, e mais tarde, negros e mexicanos. O que era, e o que tornou-se.

Even You Brutus?:
Bonita! Cheia de sátira e ironia, digna de uma ópera rock, a la Rocky Horror Picture Show. Altamente recomendada.

Meet Me at The Corner:
Outra balada, uma "assinatura" do Red Hot Chili Peppers. Comovente, intensa, vívida.

Dance, Dance, Dance:
Fim digno. Não há outra banda norte-americana que sabe sentir o pulso de L.A., a nossa cidade dos anjos, como The Red Hot Chili Peppers.
"Let's say hello / It's safe to go / Dance, dance, dance, dance / All night long and all night long."

Fonte: La Repubblica XL.
Tradução: Bernardo Papini / Raphael de Andrade.
Revisão: Amanda Olivieri.
Agradecimentos: Site RHCP Brasil.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Review: Entrevista de Josh Klinghoffer para o Time Out Tokio - Fevereiro/2015


sábado, 12 de março de 2016

Review: Entrevista de Josh Klinghoffer para o Time Out Tokio - Fevereiro/2015

Dot Hacker no Japão - Fevereiro/2015
O guitarrista do Red Hot Chili Peppers, Josh Klinghoffer, esteve com seu grupo Dot Hacker em Tóquio onde realizou dois shows nos dias 23 e 24 de fevereiro de 2015 e o site Time Out Tokio conversou com Josh Klinghoffer.

Matéria postada no site Time Out Tokio e traduzida pelo site RHCP Brasil.

Dizer que o Josh Klinghoffer é um homem ocupado seria um eufemismo. Desde 2009 ele está conciliando papéis como o guitarrista do Red Hot Chili Peppers e o frontman da Dot Hacker, banda que ele formou em 2008 junto com Clint Walsh, Jonathan Hischke e Eric Gardner. Todos são muito ocupados, de fato. Ao todo, os membros do Dot Hacker possuem uma impressionante variedade de shows secundários com bandas como Gnarls Barkley, The Shins, Tom Morello, Beck e Broken Bells, para citar alguns.

E ainda lançaram dois álbuns: “Inhibition” e “How’s Your Process”, que foi dividido em duas partes: “How’s Your Process? (Work) e “How’s Your Process? (Play). Eles também encontraram tempo para sair em turnê, e ainda esse mês eles irão fazer dois shows em Tóquio. Conversamos com Josh sobre balancear os compromissos, músicas e sobre a imagem de um caracol em um mamilo, capa do último álbum da banda.

Ir de guitarrista a frontman. Você sentiu como se estivesse saindo da sua zona de conforto?
Eu acho que não tenho uma zona de conforto desde que eu era criança. Desde que eu comecei a tocar guitarra, eu tenho me esforçado muito para cumprir as responsabilidades.

Você acha que essa mudança impactou seu papel como guitarrista do Red Hot Chili Peppers?
Eu gosto de ter as responsabilidades em ser um cantor e compositor. Eu acho que isso permite que eu entenda o processo do Anthony, mais do que eu poderia se eu não tivesse situações parecidas para comparar. Responsabilidades parecidas. Quanto mais experiência você tem trabalhando e criando com pessoas diferentes, melhor você consegue entender e se relacionar com as pessoas ao seu redor. Sou sortudo em ter duas bandas muito diferentes onde eu possa ganhar experiência.

Você e os membros da sua banda possuem outros compromissos. O que acontece se alguém tiver que ceder?
Ninguém vai ter que ceder. Não vejo ninguém segurando uma arma e obrigando a fazer uma escolha entre as duas bandas.

A Dot Hacker tem sido chamada de banda de “rock experimental”, mas você descreve algumas de suas músicas como pop, e tem várias influências musicais nos seus álbuns. Para os obsessivos por gêneros, como você resume o som?
O que seria “obsessivos por gêneros”? Isso parece o tipo de pessoa com quem eu argumentaria até o nascer do sol. Se nossa música não tiver um impacto nas pessoas, isso provavelmente significa que elas não precisam ouvir de novo. Eu sou um “contra gêneros”. Eles me deixam enjoado.

Qual o significado do caracol em um mamilo, que fez você escolher essa imagem para a capa do álbum?
Você está perguntando qual foi o nosso processo para escolher essa imagem para a capa? Como foi o nosso processo? Como foi o nosso processo? Exatamente.

Para o (Work) e (Play), vocês escreveram todas as músicas primeiro, e somente depois dividiram em dois álbuns. Mas você conseguiu organizá-los de uma maneira que cada álbum tem uma sensação diferente. Como você fez isso?
Todas as músicas foram gravadas e terminadas antes da decisão de lançar dois álbuns. Originalmente estávamos planejando escolher 45 minutos de música. Isso se tornou muito difícil para nós em decidir o que iria ficar de fora. Jonathan sugeriu a ideia de lançar dois álbuns. Não me lembro de haver muita discussão sobre qual música iria para cada álbum. Eu acho que o (Play) foi o primeiro, não lembro direito. O primeiro é meio que as músicas consideradas por todos o centro do álbum. O exemplo de criança. O segundo é como se fosse uma criança estranha que diz coisas que ninguém entende, mas que soa como você e faz sentido depois. Isso faz sentido? Quem sabe?

Essa vai ser a sua primeira vez tocando em Tóquio com o Dot Hacker, mas você já tocou lá com o RHCP. Como você se sente?
Eu amo. Absolutamente amo. Já estive lá algumas vezes e tive ótimas experiências. Estou feliz que não seja em julho, e estou ansioso para encontrar o máximo de pessoas que eu puder.

Créditos da entrevista: Time Out Tokio
Tradução e publicação da entrevista: RHCP Brasil

Dave Lee: O Homem atrás da Cortina - Guitarist Magazine (Junho/2003)

O Técnico de Guitarra - Dave Lee nunca perde um show dos Chili Peppers. Ele não pode se dar ao luxo, ele é o homem responsável por toda parafernália de John Frusciante.
Em 1988, Dave Lee estava gastando todo seu tempo em trabalhos de construção. Mas quando ele quase cortou o polegar em um acidente ele viu que era hora de uma mudança ...
Então, Dave, como você começou nisto?
Naquela época, um amigo meu estava trabalhando para RATT como técnico de guitarra e ele sugeriu que eu entrasse na profissão. E eu me juntei com a banda King Diamond e eu comecei a ajudar configurar os sistema de monitor. Então, quando despediram o técnico de baixo eu parecia ser a escolha óbvia.
Após a turnê acabar, um outro amigo meu que tem um estúdio de ensaio em North Hollywood, me indicou a um cara que me conseguiu um emprego no Faith No More. Eles ainda não tinham chegado ao ápice da carreira. Comecei a trabalhar para eles e para o gerente também - que conseguiu um emprego temporário em outras bandas pra mim, então eu fui dali para todos os tipos de bandas diferentes.
Eventualmente, um cara com quem eu tinha trabalhado começou a trabalhar para os Chili Peppers, com o Flea. Dave Navarro não tinha um técnico no momento porque o cara que estava trabalhando com ele estava trabalhando para um outro cara, depois que o Jane's Addiction tinha terminado, então entrei e ajudei ele por um tempo, Dave saiu e John entrou e eu fiquei sendo o seu técnico.
O que você faz quando a turnê acaba?
Durante os últimos quatro anos e meio os Chili Peppers tem trabalhado muito, há muito pouco tempo de pausa, quando eles não estão trabalhando. Eu trabalho com John no estúdio também, fazendo seus discos solo e shows. Ele gravou To Record Only Water For Ten Days e tocou em alguns shows acústicos recentemente, e John é um daqueles caras que apenas gosta de trabalhar, o que me mantém em tempo integral empregado. Eu conto com as minhas bênçãos para isso. O ambiente de trabalho com os Chili Peppers é grande. Eles são pessoas muito atenciosas e são mais do que esta coisa de 'rock star'.
Como é que os outros caras se sentem sobre John fazer seu trabalho solo?
Eles estiveram tão ocupados e ficaram contentes por ele continuar trabalhando, enquanto eles têm um pouco de tempo para descansar.
Que tipo de coisa que seu trabalho envolve no dia-a-dia?
Principalmente mantendo as coisas e mudando as cordas. Eu mudo as cordas de cada guitarra para cada show. As guitarras de John estão sujeitas a várias ações e eu tenho uma maneira particular de travar as cordas nas tarraxas Kluson. John executa muitos bends e então eu tenho que ter certeza de as cordas são esticadas realmente. Não temos muita dificuldade considerando que o equipamento de John é vintage. Eu uso três afinadores de guitarra; um Peterson Virtual Strobe, um BOSS TU-12 e um Korg. Você tem que ter certeza, certo?
Como a guitarra de John é regulada?
Não é muito grave. Alguns caras regulam bem grave, mas a dele é bem aguda.
                                           Então, como é um dia típico para você?
Depois de cada show eu vou falar com John e pergunto se há alguma coisa em particular que ele percebeu que talvez precise ser mudado ou melhorado. Eu configuro todos os equipamentos e os verifico durante o dia. A banda não tem soundcheck, talvez apenas um em uma vez durante meses. Eles preferem simplesmente entrar e tocar, a menos que haja algum tipo de problema de som que precisam conferir ou em algum outro tipo de evento. De modo geral eles simplesmente não tem soundcheck.
Parece que John é quem manda nos novos álbuns?
Mais do que isso tem a ver com o grupo - confiar nas opiniões. Tipo John não tem uma chave para o que é boa idéia e que não é e por isso que eles se ouvem. Existem tantas bandas de hoje que eu não acho que sejam boas e é bom ver uma banda que simplesmente toca, indo tão bem.

Qual é o set dessa turnê?
Obviamente eles estão jogando coisas dos dois últimos registros e Blood Sugar, mas houve muitas jam's recentemente. Eles vão rebentar em alguma do James Brown e coisas assim. Eles estavam se divertindo em Londres, porque grandes heróis de John estavam lá, cara. Jimmy Page estava lá, Jeff Beck estava lá, Radiohead estavam lá , assim que John estava pondo tudo pra fora. Foi muito divertido , porque no meio de um solo de você ouviria The Train Kept A Rollin' do The Yardbirds e todo esse tipo de coisa. Os caras usavam isso nas jam's entre as músicas.
Normalmente Anthony escreve o set-list e depois eu vou e passo para John para que eu me certifique de que ele vai receber a guitarra certa para músicas. Por exemplo, em Soul To Squeeze ele gosta de usar uma Strat - tem que estar atento para a que ela já esteja afinada antes que ele a receba e ele não vai usa-lá na música anterior a essa, porque ele toca muito forte e ele quer ter certeza de que ela foi afinada momentos antes. Nós também temos que ter certeza de que a música antes que essa vai ser uma canção Tele ou outra guitarra, para que eu tenha a Strato para entregar a ele. A única vez que existe um problema é se eles mudam de ideia de repente no meio do set e fazem algo que eu não estava esperando.
Deve ser assustador ver John tocar essas guitarras vintage com tanta força todas as noites?
Eu continuo tentando convencer John a tocar as guitarras Relic que a Fender faz, mas ele gosta de toda a vida que um instrumento vintage tem - a história dele e todas as músicas que ele tocou. Porém Flea tem um desses baixos Jaco Pastorius - aquele relic one. Cada pequeno detalhe nessa coisa é o mesmo que no original. Enviei a Fender Custom Shop algumas fotos da '62 Strato de John porque havia um cara chamado Jake, que estava trabalhando no estúdio com a gente, que queria uma guitarra assim. Então, ele ia pedir a Fender para fazer uma igual. Parece ser um modelo bem legal para construir.
Dave Lee no palco com os Chili Peppers
"Todos, exceto Chad - usam in-ear monitors. Dessa forma eles podem ouvir tudo e ouvi-los mais altos. Meu mix é o mesmo que John para que eu possa ouvir exatamente o que ele está ouvindo e se algo soa estranho eu possa corrigir o mais rápido . Eu me lembro do Woodstock, antes de ter o in-ear monitors ele não estava percebendo o quão alto ele estava tocando. Quando começamos a fazer festivais e outras coisas que ele queria sair da frente do palco e ir para os lados e ele estava usando um cabo longo. Com isso começou a perder sinal durante esse tempo, por isso fomos para o sistema sem fio da Shure. Quando John voltou à banda ele não estava pulando em todo lugar no palco, mas eu o ouvi dizer uma vez que ele estava praticando dança e desde então ele está começando a sair mais no palco, o sistema wireless realmente ajuda se mover com mais facilidade pelo palco. Flea acabou recentemente mudando para esse sistema sem fio nessa turnê e está funcionando muito bem para nós."
Amplificadores usados para o Rock
"John usa um amplificador Marshall Major 200W com válvulas KT88 e um Silver Jubilee, juntos. Os amplificadores são usados simultaneamente através de um BOSS Chorus CE-1 onde o sinal entra em mono e sai em estéreo. Então, dessa forma se o chorus está ligado ou não o sinal fica dividido para os dois cabeçotes. O Silver Jubilee é apenas um pouco sujo no volume que usamos."
"Os cabeçotes Marshall Major são difíceis de se encontrar, fomos capazes de encontrar somente três e nos conhecemos um cara chamado Mike Hill, que trabalhava na Marshall e ele nos disse que eles só fizeram cerca de 100 amplificadores desse - entre 1969 -1973. Eles são especiais porque em 200W você estar no seu volume máximo e ainda ele é realmente limpo. É basicamente como um amplificador de baixo. John soa tão limpo, com toda distorção ou overdrive é seu jeito de tocar a guitarra com os diferentes pedais. Se algo der errado e eu tenho que tirar o cabeçote Marshall para conferir, e - em seguida, quando você o coloca de volta, você realmente tem que regular ele tudo de volta. Você não pode simplesmente marcar os números que usa nele e os por novamente, porque do jeito que está configurado, o jeito que nós o usamos através das entradas significa que ele tem que ser corretamente regulado ou vai se tornar muito distorcido ou não vai ser enérgico o suficiente - mudando todo o timbre - ele é muito instável. Você tem que configurá-lo cerca de quatro vezes para encontrar o ponto certo. Eu estou acostumado com isso agora. "
Dicas Técnicas
1) "Eu uso baterias em um monte de pedais, porque funcionam mais silenciosamente. Eu testo as baterias todos os dias e as jogo fora se houver menos de 9,1 volts. Eu tento não jogar fora as baterias que estão boas, porque isso é ruim para o meio ambiente. Baterias são entre 9,5-9,6 Volts. Os MXR micro amps não gastam nem um pouco da bateria [O consumo desse pedal e de 2,5mA]."
2) "Todo o equipamento com fio é Monster Cables. Eles soam bem e duram bem."
3) "Eu lubrifico as guitarras com um produto chamado Guitar Grease. Isso é tipo uma graxa. Eu costumava usar Teflon mas este Grease é melhor. John usa o Tremolo muito. Se eu não usar este material John não iria conseguir fazer isso nunca."
As Palhetas
"John usa as Jim Dunlop 0,60 milímetros - laranjas. Existe uma história engraçada ligada a essas palhetas. O cara que faz elas estava perguntando se John queria uma personalizada e John achou isso engraçado, tipo foi um pouco rockstar demais, sabe? Então, quando nós estávamos na América do Sul estávamos em um aeroporto e um garoto viu a banda e, em seguida, ele olhou para mim e disse: Você é Dave Lee, o cara de John [Dave Lee, guy of John]. A história chegou ao cara que fabrica as palhetas e ele fez algumas com isso."
Guitarist Magazine - Junho/2003
Raphael de Andrade - John Frusciante effects
www.facebook.com/jfeffects