sábado, 21 de setembro de 2013

02 anos do show do Red Hot Chili Peppers na Arena Anhembi, em São Paulo - SP

Há exato 02 anos atrás, o Red Hot Chili Peppers retornava ao Brasil em turnê mundial do álbum "I'm With You". O primeiro show da banda foi na Arena Anhembi, em São Paulo, no dia 21 de setembro de 2011. Em seguida, a banda tocou no Rock in Rio, no Rio de Janeiro, no dia 24 de setembro de 2011.

Vale a pena ver um review do show do Red Hot Chili Peppers na Arena Anhembi, em São Paulo:


Red Hot Chili Peppers na Arena Anhembi, São Paulo – 21/09/2011

Uma das mais famosas e cultuadas bandas de rock do mundo, os Red Hot Chili Peppers tocaram em São Paulo, no palco da Arena Anhembi, onde apresentaram a nova turnê mundial da banda, baseada no álbum "I'm With You", em mais uma realização da XYZ Live. Esta é a primeira passagem do grupo pelo país desde a turnê "By The Way" que foi vista em 2002 no Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

Antes do show, foi divulgada o camarim exclusivo da banda 


Red Hot Chili Peppers ganha disco de platina no camarim, antes da apresentação

A Warner Music Brasil entregou o Disco de Platina equivalente a 40.000 cópias vendidas aqui no Brasil
Bastante solto no palco, improvisando levadas de funk entre uma música e outra, o Red Hot Chili Peppers abriu nesta quarta-feira (21), na Arena Anhembi, em São Paulo, seu show de retorno ao Brasil – que ainda terá apresentação da banda neste sábado (24), no Rock in Rio.

Com cerca de 25 minutos de atraso, os norte-americanos surgiram em cena com Monarchy of Rose, faixa de abertura de seu novo disco, I'm With You, o primeiro após cinco anos sem lançamentos de inéditas.”Tudo bem?”, indagou o vocalista Anthony Kiedis antes da execução de Can´t Stop, do disco By The Way, precedida por uma caprichada introdução em estilo funk do baixista Flea com o baterista Chad Smith – fato repetido na sequência antes de Tell me Baby.

Durante o show, um fã ergueu uma faixa escrito "FLEA PLAY PEA", que teve seu pedido atendido pelo Flea. Essa foi a supresa do show.


A volta dos bons e velhos Chili Peppers


São Paulo - Com repertório repleto de baladas, californianos mostraram que ainda têm a essência do funk em suas músicas. O Red Hot Chili Peppers mudou. Não é só o bigode de Anthony Kiedis que cresceu, claro. Os californianos passam longe do som pesado que colocou a banda no patamar mais alto da música, no início da década de 90.

Apesar da metamorfose sonora, Kiedis, Flea, Chad e o recém chegado Josh, mostraram na noite de ontem, na Arena Anhembi, zona norte de São Paulo, que, com boas baladas e uma pitada de clássicos, podem, sim, resgatar as origens do bom e velho Red Hot Chili Peppers.

Nem o mau tempo que parecia pairar sobre a cidade de São Paulo foi capaz de desanimar as mais de 30 mil pessoas que compareceram à Arena Anhembi. Com 20 minutos de atraso e uma apresentação não muito animada da banda inglesa Foals, os fãs do Red Hot estavam impacientes para rever o quarteto.

A última passagem da banda pela capital paulista foi em 2002, com a turnê "By The Way". No show não faltaram clássicos como "Higher Ground" (cover de Stevie Wonder), "Californication", "By the Way", "Give it Away", e a melancólica "Under The Bridge".



Teve batucada no rock do Red Hot Chili Peppers

Participação do percussionista brasileiro Mauro Refosco foi ponto alto do show da banda americana que se apresentou nesta quarta no Arena Anhembi, em SP

Assim que subiu ao palco do Arena Anhembi, com vinte minutos de atraso, o vocalista do Red Hot Chili Peppers, Anthony Kieds, enrolou uma bandeira do Brasil nos instrumentos de percussão no palco. Essa não seria a primeira nem a única vez que se faria alusão ao país que recebeu a turnê I’m With You nesta quarta. A participação do percussionista brasileiro Mauro Refosco no show fez a batucada invadir o rock da banda californiana, além de ter sido um dos pontos altos da apresentação.

Aguardada pelos fãs brasileiros, que até planejaram um grito de torcida em sua homenagem, a entrada de Refosco no palco foi deixada para a segunda metade do setlist, a lista de músicas. Antes disso, o vocalista Anthony Kiedis, o baixista Michael "Flea" Balzary, o baterista Chad Smith e o guitarrista Josh Klinghoffer corresponderam às expectativas do público. No setlist, canções famosas do grupo, como Scar TissueUnder the BridgeBy The Way e Californication. No palco, Kiedis mostrou estar em plena forma ao repetir a performance elétrica que virou marca registrada dos shows da banda. Flea também não deixou a desejar. Sem camisa, pulou, abusou do head bang(balançar a cabeça) e das simulações de mosh (pulo do palco sobre a plateia).

Junto com a entrada de Refosco, foi interpretada uma das cinco músicas do disco que dá nome à turnê, lançado no fim de agosto. Did I Let You Know é quase um afoxé acompanhado da guitarra pesada do rock do Red Hot Chili Peppers. Uma das melhores músicas do show, apesar de não ter empolgado tanto a plateia quanto outros hits da banda tocados à exaustão nas rádios brasileiras nas duas últimas décadas.

Junto com o baterista Chad Smith, Refosco fez um ótimo improviso para entreter a plateia durante o breve intervalo antes do bis, que terminou com a performance apoteótica de Anthony Kiedis em Give It Away -- sem camisa e sem o boné que cobriu seu penteado no mínimo exótico durante todo o show.

Por Veja.abril.com.br 

Fotos:











sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Red Hot Chili Peppers irá retornar aos palcos amanhã em Atlanta, Georgia, no festival Music Midtown


O Red Hot Chili Peppers retornará amanhã aos palcos dando continuidade a turnê "I'm With You". O show será em Atlanta, Georgia, no festival Music Midtown.

Além do Red Hot Chili Peppers, estão confirmados para o evento: Journey, Queens Of The Stone Age, Yeah Yeah Yeahs, Imagine Dragons, Phoenix, Jane’s Addiction, Weezer, 2 Chainz, Kendrick Lamar, Cake, Tegan and Sara, Arctic Monkeys, The Black Lips, North Mississippi Allstars, The Neighbourhood, Capital Cities, ZZ Ward, Drivin N Cryin, The Mowgli’s, Mona, Reignwolf.

Em breve será postado aqui no blog as fotos, vídeos, set list do show. Fiquem atentos!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Red Hot Chili Peppers - My Friends [Official Music Video]

Hoje, 19 de setembro de 2013, o videoclipe de "My Friends" completa 17 anos de lançamento. O vídeo foi lançado no dia 19 de setembro de 1996 e foi dirigido por Anton Corbijn.

Fotos: Anthony Kiedis e sua namorada Helena Vestergaard em Los Angeles - 18/09/2013

Fotos do vocalista do Red Hot Chili Peppers, Anthony Kiedis, ao lado de sua namorada Helena Vestergaard em dia de passeio pelas ruas de Los Angeles, Califórnia, no dia 18 de setembro de 2013.












quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Red Hot Chili Peppers - By The Way (Alternative Music Video)

By The Way (Alternative Music Video) é um vídeo alternativo do single By The Way (2002). O vídeo contém somente a performance da banda ao longo do clipe. Algumas cenas aparecem no vídeo original, que foi dirigido por Jonathan Dayton e Valerie Faris.

Vídeo enviado pelo FruscianteWorld.

 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Red Hot Chili Peppers - I Just Want To Have Something To Do (Ramones)

O canal FruscianteWorld no YouTube frequentemente posta vídeos montagens de músicas do John Frusciante e Red Hot Chili Peppers com imagens incríveis, dignos de um videoclipe. 

O vídeo desta vez é uma performance ao vivo do Red Hot Chili Peppers no ano de 2004 fazendo um tributo à lendária banda Ramones.  A performance é da música I Just Want To Have Something To Do.



04 anos de Blog Red Hot Chili Peppers Brasil!


Pois é... o tempo passa e cada dia mais eu me orgulho de publicar fotos, vídeos, notícias e tudo de atual do Red Hot Chili Peppers neste blog que começou no dia 16 de setembro de 2009, e antes disso, eu postava as notícias em um antigo blog desde 2007, o http://www.uniblog.com.br/redhotchilipeppers

Quero agradecer a todo mundo que visita este blog e que tem ele como um referencial de notícias do Red Hot Chili Peppers. Saibam que cada vez mais vocês irão ficar informados sobre a banda e cada dia mais aumentamos nosso acervo de notícias! Um muito obrigado! 

Wagner Affonso Calegare – Blog Red Hot Chili Peppers Brasil

domingo, 15 de setembro de 2013

Review: Matéria sobre o lançamento do álbum "One Hot Minute" em 1995


Ainda em clima de aniversário de lançamento do álbum One Hot Minute, que nesta quinta feira (12) completou 18 anos de lançamento, será postado aqui no blog uma reportagem feita pelo site da Folha de São Paulo no dia 14 de setembro de 1995 sobre o lançamento do álbum na época, além de entrevista com a banda falando sobre o álbum e muito mais! 



Vale a pena rever a entrevista:

Red Hot Chili Peppers

ESPECIAL PARA A FOLHA, DE LOS ANGELES

Quatro anos depois do lançamento de "BloodSugarSexMagik", o álbum que os transformou em superastros, sai "One Hot Minute", o sexto disco dos Red Hot Chili Peppers -e o primeiro com o novo guitarrista Dave Navarro, ex-integrante do Jane's Addiction.

As mudanças causadas pela entrada de Navarro são claras: mais que o funk marca registrada da banda, sobressai um pendor pelo rock, através de faixas longas, bastante improvisadas, onde a guitarra predomina.

É o segundo álbum da banda a ser produzido por Rick Rubin, o mesmo que ajudou álbum anterior a se tornar o best seller da discografia da banda: 3,5 milhões de cópias vendidas só nos Estados Unidos.

É também o mais variado: vale tudo, até um trecho pequeno, Pea, onde o baixista Flea, acompanhado apenas de seu instrumento, vocifera contra a homofobia.

A morte é um tema recorrente: River Phoenix, amigo pessoal de Flea, é lembrado em "Transcending, enquanto Kurt Cobain é o assunto de Tear Jerker.

Pouco depois de finalizar a mixagem de One Hot Minute, o vocalista Anthony Kiedis e o baterista Chad Smith - reunidos numa varanda de hotel em Los Angeles - falaram à Folha sobre o disco.

Leia a seguir trechos dessa entrevista.

Folha - Apesar de "One Hot Minute" ser apenas o primeiro disco dos Red Hot Chili Peppers com Dave Navarro, é um álbum que tem uma sonoridade de banda tão forte quanto "BloodSugarSexMagik".

Anthony Kiedis - Levando em consideração que esse é o primeiro disco que essas quatro pessoas fazem juntas, é um disco muito mais coeso do que, digamos, "Mother's Milk", que foi nosso primeiro disco com John Frusciante. Mas acho que esse processo todo levou apenas um disco para acontecer. Por que? Porque não tivemos pressa: foram dois anos desde que Dave entrou na banda até que o disco ficasse pronto.

Folha - E Dave toca guitarra e teclados no disco?

Kiedis - Ele toca "mellotron" em "Tear Jerker. E também é um pianista "nojento. Dave nem sabe o quanto ele é bom em diferentes instrumentos.

Na guitarra, também, ele utiliza uma variedade de "utensílios: como um "e-bow" (para dar maior sustentação às notas) no solo de "Falling Into Grave, que faz a guitarra soar como algo gravado por monges na Tunísia há quinhentos anos. Até pensei que ele tivesse roubado aquele som de alguma gravação muito antiga.

Folha - Por que vocês repetiram a dose com Rick Rubin?

Kiedis - Ele nos ajuda na hora de fazer as escolhas, está sempre aberto à troca de opiniões, e ele nunca sente a necessidade de ser um tirano: se a nossa idéia é melhor que a dele, prevalece. Se a dele for melhor, é a que fica. É um trabalho em grupo. Foi bom, aconteceu na hora certa.

Folha - Por que?

Kiedis - Porque ele mudou drasticamente, como pessoa - e nós também. Ele tinha hábitos nada saudáveis, e agora está interessado em purificar a mente, o corpo e a alma. Fica cada vez mais limpo, e cada vez mais esperto: faz ioga diariamente, come as comidas macrobióticas mais saudáveis, medita, lê constantemente. Juntos, nós vamos descobrindo qual é a do ser humano.

Folha - Vocês têm planos de se apresentar no Brasil?

Smith - Vamos voltar lá, provavelmente no ano que vem, mas primeiro iremos excursionar por Europa, Estados Unidos, Japão, Nova Zelândia e Austrália.

Folha - Você concorda com quem chama "One Hot Minute" de sombrio?

Smith - De certa forma. Passamos por uma época de muita auto-avaliação, muitas coisas boas aconteceram conosco - e muitas coisas ruins, também, especialmente com Flea e Anthony. Flea teve problemas de saúde, amigos dele morreram, e tudo isso influencia a música, porque o artista trabalha em cima de suas experiências de vida. Por isso acho que "One Hot Minute" é um documento excelente daquele momento em nossas vidas: é um disco feito de uma coisa sombria, embora também tenha coisas animadoras. É um disco muito catártico.

Folha - Parece também um disco de transição, que parece marcar um enorme passo adiante para a banda.

Smith - É como aconteceu entre a época de "Mother's Milk", quando John (Frusciante) e eu tínhamos acabado de entrar para a banda, e o disco "BloodSugarSexMagik": atingimos um outro nível, crescemos como músicos. É a mesma coisa agora. O potencial da banda, como está, é mortal! 

sábado, 14 de setembro de 2013

Red Hot Chili Peppers - Around The World [Official Music Video]

Hoje, 14 de setembro de 2013, o videoclipe de "Around The World" completa 14 anos de lançamento. O vídeo foi lançado no dia 14 de setembro de 1999 e foi dirigido por Stéphane Sednaoui.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Red Hot Chili Peppers - It's A Long Way Back (Ramones)

O canal FruscianteWorld no YouTube frequentemente posta vídeos montagens de músicas do John Frusciante e Red Hot Chili Peppers com imagens incríveis, dignos de um videoclipe. 

O vídeo desta vez é uma performance ao vivo do Red Hot Chili Peppers no ano de 2004 fazendo um tributo à lendária banda Ramones.  A performance é da música It's A Long Way Back.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

18 anos de lançamento do álbum "One Hot Minute"



One Hot Minute é o sexto álbum dos Red Hot Chili Peppers, lançado em setembro de 1995 pela Warner e produzido por Rick Rubin. O álbum foi composto por Anthony Kiedis no vocal, Flea no baixo, Chad Smith na bateria e Dave Navarro na guitarra. Dave Navarro, até então membro da banda Jane's Addiction, foi chamado pra tocar com o Red Hot Chili Peppers.

Em meados de 1994 a banda entra na Sound Factory, um estúdio de gravação em Los Angeles para gravarem o cd e no ano seguinte lançam o One Hot Minute para o mundo todo. A turnê da divulgação do cd começou alguns dias após o lançamento.


Formação
Anthony Kiedis - vocal
Flea - baixo, vocal de apoio e vocal em "Pea"
Dave Navarro - guitarra e vocal de apoio
Chad Smith - bateria e percussão

Outros músicos
Lenny Castro - percussão em Walkabout, My Friends, One Hot Minute, Deep Kick e Tearjerker
John Lurie - harmônica em One Hot Minute
Tree - violino em Tearjerker
Stephen Perkins - percussão em One Big Mob
Kristen Vigard - vocal de apoio em Falling Into
Grace Aimee Echo - vocal de apoio em One Hot Minute e One Big Mob

Produtor
Rick Rubin

Engenheiros 
D. Sardy
David Schiffman (assistente)

Mixagem 
D. Sardy

Masterização 
Stephen Marcussen

Digitalização e edição 
Don C. Tyler

Arte da capa 
Mark Ryden (arte)
Sweetbryar Ludwig (caligrafia)
Anthony Kiedis
Flea
Dirk Walter

Vale a pena ver os clipes lançados no álbum:

Warped

My Friends

Aeroplane

Coffee Shop

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Áudio: Hillel Slovak / Dave Navarro / Josh Klinghoffer - Behind The Sun

O canal RHCPtv6 publicou em sua página no YouTube um vídeo montagem contendo três apresentações do Hillel Slovak, Dave Navarro e Josh Klinghoffer tocando um trecho da música Behind The Sun.

Vale a pena escutar:

Fotos: Anthony Kiedis e Helena Vestergaard no New York Fashion Week - Setembro de 2013

Conforme anunciado na postagem anterior, o vocalista do Red Hot Chili Peppers, Anthony Kiedis, ao lado de sua namorada Helena Vestergaard, estiveram presentes na coleção Primavera-Verão 2014 em New York (New York Fashion Week) - Setembro de 2013.

Abaixo iremos conferir algumas fotos:







segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Anthony Kiedis e sua namorada Helena Vestergaard foram ao desfile do New York Fashion Week

O vocalista do Red Hot Chili Peppers, Anthony Kiedis, marcou presença no desfile do New York Fashion Week junto com sua namorada Helena Vestergaard.

O casal Anthony Kiedis e Helena Vestergaard nos bastidores dos desfiles de Carolina Herrera e Edun. Fotos: AP Images
Com look bem diferente dos que costuma usar nas apresentações da banda, Kiedis foi o responsável pela trilha sonora do desfile da grife Carolina Herrera nesta segunda-feira (09), mas também fez questão de comparecer ao evento no domingo.

sábado, 7 de setembro de 2013

Entrevista da versão Japonesa de Outsides, o novo projeto do John Frusciante

Matéria publicada no site Universo Frusciante.
Entrevista que saiu como um ''bônus" no encarte da versão Japonesa do EP. 

Entrevista que na verdade é um monologo de John Frusciante, descrevendo como surgiu seu novo estilo musical, descrito por ele em outras oportunidades como sendo; Progressive Synth Pop. Além de falar bastante sobre suas atuais influências, ele revela como veem sendo seu novo processo de criação, sua atual relação de aprendizado com seus novos equipamentos... Leia.

Entrevista traduzida e revisada para o Português/BR por; Lule Bruno e Marina Jaskulski .

Barucha Hashim: Depois do lançamento de The Empyrean, e desde Letur-Lefr, você vem incorporando muito da música eletrônica ao seu trabalho. Por quê?


John Frusciante: Eu passei quase toda a minha vida ouvindo discos e tocando junto com eles, aprendi assim. Nos últimos 30 anos, mais do que tudo, tenho passado meu tempo fazendo isso. Dessa forma, pude aprender muito sobre gêneros musicais diferentes.

Na época da minha última volta aos Red Hot Chili Peppers (RHCP), toquei muita guitarra enquanto ouvia synth pop, música de rave dos anos 90, hip-hop e música eletrônica feita em computadores. Enquanto tocava guitarra junto com música desse tipo, percebi que o jeito como eram usados samples e instrumentos eletrônicos era completamente diferente do meu jeito de tocar guitarra. O guitarrista e o compositor de música eletrônica tem uma forma completamente diferente de pensar, e não combinam as notas da mesma maneira. Para mim, fazer um solo na guitarra e compor uma grande canção de rock são coisas que faço sem pensar. Infelizmente, o desafio já havia sumido.

A música eletrônica dos últimos 30 anos, com ritmos e fraseados novos, gerou uma nova forma de desconstruir cada compasso...e isso para mim era um mundo desconhecido. Apesar de eu ser um guitarrista experiente, eu não conseguia entender a forma de pensar do Autechre, do Venetian Snares, ou do Aphex Twin. Mesmo que eu pudesse reproduzir as músicas na guitarra, eu não conseguia criar esse tipo de som sozinho. O jeito deles de combinar as notas era incompreensível para mim. Quando a série “Analord” do Aphex Twin foi lançada, achei aquilo tão incrível quanto o lançamento do “Sgt.Pepper´s Lonely Hearts Club Band” dos Beatles - um divisor de águas. Senti que esse mundo desconhecido poderia ser explorado. Para mim, isso era um novo tipo de funk.

funk se desenvolveu nos anos 60 e 70 e não evoluiu muito nos anos 80 e 90, mas percebi que em “Analord”, o Aphex Twin havia elevado o nível dofunk, através do uso de eletrônicos. Ao mesmo tempo em que incorpora as tradições do funk, ele o eleva de uma maneira não-tradicional. Então até eu comprar um 202 e 303 (nota do editor: MC-202 Microcomposer synth-sequencer e TB-303 bass synth-sequencer da Roland, equipamento básico para acid house) eu nem sabia que esse tipo de equipamento existia.  Eu já havia tido muitas experiências com sintetizadores, mas quando perguntei qual instrumento eu deveria comprar para fazer música eletrônica usando um sintetizador profissional, me recomendaram usar algo de fácil manuseio, como o Nord Lead. Então comprei um, e até dei uma chance para ele, mas aquilo não me inspirou. Como já tinha ouvido falar em sintetizadores analógicos como o 202, tentei programar alguns deles, e me empolguei bastante, pois pensei que, para pôr em prática a minha ideia do que é melodia através do 202, eu deveria repensar completamente minha relação com as melodias.

Eu ainda não estava muito familiarizado com o 202, mas percebi que era possível criar uma melodia que nunca havia sido inventada antes. Como músico, já havia notado que sempre tentamos repetir os mesmos padrões. Quando saí em turnê com os RHCP, levei comigo uma drum machine e um sintetizador, para combater o tédio dos hotéis, mas continuava fazendo músicas da velha maneira, baseado em verso e refrão. Eu queria me desprender desse padrão e criar melodias com mais texturas e camadas.

Quando comparamos a música eletrônica com a música pop, o pop tem mais a ver com Mozart, enquanto a música eletrônica é mais Beethoven. Conforme um elemento específico se torna o foco, ao invés desse mesmo elemento ser a base ou o elemento central, vários outros elementos musicais surgem e se misturam ao mesmo tempo [em múltiplos níveis e com pesos iguais]. Em outras palavras, existem múltiplos focos. Na música eletrônica, a batida se torna o foco na maior parte das vezes. Mas no rock, os vocais são o principal. Então se você quer maior liberdade de expressão na música eletrônica, você deve pensar na melodia de um jeito completamente diferente.

Eu comecei a tocar [ou estudar] jazz ainda criança. Na época, eu não entendia nada de jazz, e era exatamente por esse motivo que queria aprender. Era uma forma totalmente diferente da minha de “pensar a música”, por isso eu queria aprender [para ver se eu poderia pensar diferente, em termos de música]. Foi a partir daí que eu comecei a estudar John Coltrane e Miles Davis. E então aprendi um jeito novo de pensar. Na vida, me considero um processo contínuo. No momento eu entrei para o mundo da música eletrônica, percebi que é melhor aprender uma novatécnica. Você está cercado de vários aparelhos eletrônicos e cada um requer um tipo de programação diferente. Você aperta o play  em um equipamento e ele está totalmente sincronizado com todos os outros aparelhos eletrônicos.

Isso era novo e refrescante para mim. Era uma sensação totalmente libertadora, e me livrou da ideia errônea de que eu era apenas uma parte de algo maior. Eu percebi que eu poderia criar tudo sozinho. Ao invés de ser apenas um dos instrumentistas, eu poderia ser o compositor.

Tocar guitarra em uma banda é muitas vezes algo que te deixa restrito. Quando se compõe músicas como o guitarrista de uma banda, você está apenas fornecendo a “planta” do projeto todo. Quando se faz música eletrônica, é possível engajar-se em um processo criativo que não está ligado a nenhum método de composição tradicional. Então é possível reconstruir canções a partir de um conceito abstrato. Além disso, tendo o controle total, eu posso manipular o som diretamente. Ao invés de apenas tocar e mexer na frequência do instrumento, é possível criar uma tonalidade harmônica mudando o próprio som.
Em uma banda, você precisa tocar seu instrumento de acordo com a harmonia que está sendo produzida pelos outros músicos. Quando você toca em uma banda, não há escolha a não ser acompanhar o baterista, mas na música eletrônica é possível controlar o ritmo bem de perto. Em uma banda, você precisa tocar observando o baterista, e quando ele acelera o tempo, você também tem que acelerar a velocidade em que está tocando. Dessa forma, quando ele diminui sua velocidade, você tem de ir mais devagar também. É engraçado. O baterista tem muito poder dentro da banda, e ele nem mesmo compõe as músicas—e mesmo assim tem esse papel tão central, o que eu acho muito peculiar.

Quando se faz música eletrônica sozinho, você é o baterista e—compondo todas as partes—pode produzir o som por completo. Você elimina a preocupação do engenheiro de som, que nunca tem certeza se conseguiu captar a ideia do músico para o som. Para mim, fazer música eletrônica significa que eu posso ser totalmente livre em termos de música. Eu até diria que o rock é música eletrônica, em sua essência.

Muitas categorias de gêneros musicais não têm nenhum significado teórico. O gênero “rock alternativo”, por exemplo, é engraçado. Na verdade, é simplesmente “rock”. Eu nem entendo porque esse nome fez sucesso (risos). É apenas a evolução lógica do rock. O rock “alternativo” era apenas uma alternativa ao rock que vinha sendo feito até aquele momento – sendo expresso de forma diferente. Que tipo de música é o rock “alternativo”? É apenas uma alternativa ao rock do passado.

Existe muita gente que considera música eletrônica e rock como coisas completamente diferentes, mas se não fosse pelas pessoas que fazem os circuitos, o rock nem existiria. Sem o amplificador, os captadores, os equipamentos de gravação, os sound systems, o rock não existiria. Como resultado de muitos anos estudando e fazendo música eletrônica, passei a escutar o rock de uma forma completamente diferente. Se você escuta o rock que é feito hoje em dia, você vai conseguir ouvir o método usado pelo engenheiro de som e as características da sala onde a gravação foi feita. Eu consigo perceber bem o som original dos instrumentos quando ele sai do amplificador. Nesse sentido, o rock e a música eletrônica são a mesma coisa. O meu lado rock foi se misturando ao meu lado eletrônico gradualmente.

Por exemplo, existem músicas “rock” no disco “PBX”, mas elas foram produzidas através de música eletrônica abstrata e de uma abordagemjungle. Eu nunca imaginei que seria capaz de fazer músicas usando esse tipo de método. Quando eu estava aprendendo a fazer música eletrônica, eu nem pensava nesse tipo de coisa. Agora não faz sentido trabalhar dentro de apenas um determinado gênero. Minha abordagem é uma combinação de múltiplos estilos, e eu incorporo facilmente quaisquer tipos de elementos musicais que estão dentro de mim. Incorporo elementos musicais meus de vinte anos atrás, assim como os de dez anos atrás. Não existem lacunas entre eu e a música.

Em termos de orquestras e bandas de rock, sempre há algum tipo de barreira entre os músicos e a música. Por exemplo, apesar de o compositor ter criado a obra, você tem o condutor e a orquestra, e então podem surgir problemas na tentativa de atingir as demandas do compositor.

Na música eletrônica, o compositor está completamente livre. Para ele poderexecutar os sons que ouve dentro de sua cabeça, ele não depende mais dos outros. Além disso, agora é possível para ele ouvir a música enquanto a cria, em tempo real. Não existe mais uma necessidade de mostrar sua composição para a banda e esperar para ouvir o tipo de som que a banda irá tocar. O fato de que o “criar” e o “escutar” acontecem ao mesmo tempo, traz a maior liberdade para mim. Fazer música eletrônica me oferece maior liberdade musicalmente. Isso porque é a abordagem mais completa para fazer música.

Creditos: 
Entrevista originalmente feita pelo Japonês, Hashim Barucha
Tradução do Japonês para o Inglês por Ed Gallagher, para Invisible-Movement.net
Entrevista traduzida e revisada para o Português/BR por; Lule Bruno e Marina Jaskulski.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Ataxia - Union (Vídeo Montagem)

O canal FruscianteWorld no YouTube frequentemente posta vídeos montagens de músicas do John Frusciante e Red Hot Chili Peppers com imagens incríveis, dignos de um videoclipe.

Vale a pena ver o vídeo da música Union, do grupo Ataxia. A música pertence ao álbum Automatic Writing II (2007).

Ataxia é um supergrupo formado por John Frusciante (guitarra e vocal), Joe Lally (baixo e vocal) e Josh Klinghoffer (bateria, sintetizador e vocal). O grupo lançou o seu primeiro álbum, Automatic Writing, em 2004. Este primeiro trabalho contou com a participação de todos os membros, que contribuiram como vocalistas em pelo menos uma música do álbum.

O primeiro trabalho da banda teve apenas cinco músicas. Não foi utilizado um vocalista fixo e cada membro contribuiu em pelo menos uma música, Frusciante em "Dust", "The Sides", e "Addition"; Lally em "Another", e Klinghoffer em "Montreal".
Todas as músicas apresentam um som experimental com distorção de guitarra e profundo acompanhamento de baixo.

O álbum Automatic Writing II, também conhecido com o título AWII, é o segundo trabalho da banda que mais uma vez apresenta o mesmo som experimental melódico. Tal como o primeiro álbum, este apenas tem cinco músicas, com vocais de Frusciante e Klinghoffer.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Red Hot Chili Peppers - Give It Away [Official Music Video]

Hoje, 04 de setembro de 2013, o videoclipe de "Give It Away" completa 22 anos de lançamento. O vídeo foi lançado no dia 04 de setembro de 1991 e foi dirigido por Stéphane Sednaoui.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Red Hot Chili Peppers - She Looks To Me (Vídeo Montagem)

O canal FruscianteWorld no YouTube frequentemente posta vídeos montagens de músicas do John Frusciante e Red Hot Chili Peppers com imagens incríveis, dignos de um videoclipe.

Vale a pena ver o vídeo da música She Looks To Me, música que pertence ao álbum Stadium Arcadium (2006).